Olá amigos,
A questão é:
Deve o fotógrafo social entregar o cd ou dvd com as fotos em grande quantidade de pixels, ou como alguns falam (erradamente) “em alta resolução”, para os clientes ?
No tempo da fotografia de filme dominante, os fotógrafos realizavam o trabalho, mas não entregavam os negativos aos clientes. Cópias eram feitas e cobradas depois do evento. Os clientes já esperavam por isso. Prática completamente normal. Poucas pessoas usavam computadores, internet e pouquíssimas dominavam os softwares de edição de imagem. Os fotógrafos tinham a responsabilidade de manter corretamente e armazenar os negativos para evitar fungos entre outras coisas.
Com o passar do tempo, com a modernização dos computadores e a popularização da internet, ficou muito mais acessível ao usuário final manipular e brincar com a própria foto. Os clientes podem fazer slideshows, montagens, e manipulações em geral com essas fotos. Está ao alcance de qualquer um. Basta poucos comandos no photoshop e, pronto, uma montagem está feita. E é diversão garantida.
Uma revolução na fotografia aconteceu. Todo mundo tem câmera digital.
E mais, o fotógrafo social que usa equipamento digital fotografa muito mais. Podem ser feita uma quantidade de fotos que gira em torno dos 4 dígitos, ou seja, mais de 1000 (mil) fotos . Isso é perfeitamente possível. Eu mesma já atingi o recorde de 1200 fotos em um evento.
É um efeito psicológico que afeta o número de fotos realizadas num evento. É psicológico, porque enquanto o fotógrafo de filme tem mensurado o gasto com filmes e, portanto, pode diminuir a quantidade de fotos feitas, o fotógrafo digital acha que pode fotografar ilimitadamente porque não tem esse gasto com filmes fotográficos. Mas tem inúmeros outros gastos que, em um primeiro momento, não percebe. E gastos, talvez, muito maiores.
Os gastos envolvidos com o tempo gasto com o tratamento das fotos depois do evento e o desgaste da câmera não são facilmente medidos. Então, temos a impressão de que podemos fazer uma quantidade ilimitada e está tudo certo.
Esses dois itens em conjunto - a quantidade de fotos feita e o acesso maior do usuário final aos softwares de edição de imagem - nos levam a refletir:
Será que nos dias de hoje, nós, fotógrafos, não podemos dar essa possibilidade aos nossos clientes?
Será que devemos continuar segurando os arquivos “negativos digitais” para ganhar com cópias futuras?
Será que a cultura do digital não veio mudar esse tipo de pensamento dos fotógrafos convencionais de filme?
Quero saber sua opinião.
Um grande abraço.
PatFig