Essas fotinhos são as primeirinhas que saíram do forno agora para matar um pouco a curiosidade da galerinha.
O dia 29/10 começou quente e lindo!
O making of foi na casa da Fabiana, melhor cenário não há.




























um bj
30/11/2010 19:08
Essas fotinhos são as primeirinhas que saíram do forno agora para matar um pouco a curiosidade da galerinha.
O dia 29/10 começou quente e lindo!
O making of foi na casa da Fabiana, melhor cenário não há.




























um bj
25/11/2010 23:41







Padrinho assim é bom demais.
O time dos padrinhos era dos melhores nessa festa. Galera linda e animada.
Tinha um padrinho que era a cara do noivo e nem era irmão do Noivo. Era irmão do Gustavo, o noivo da Erika que fotografei mais especificamente em 24/11/2007. A Erika é minha amiguinha dos tempos da Intelig. Coisa boa lembrar desses momentos.
Teve um padrinho altamente performático na festa, Rodrigo (acho) que fez a alegria da fotógrafa aqui. Não tinha conseguido fotografar a performance dele da primeira vez e fiquei impregnando para ele fazer de novo, mas ele tinha ficado com alguma dor muscular resultante da performance. Tanto fiz que ele repetiu e aí CLIC CLIC. Espero que ele tenha se recuperado bem depois da festa. :)) Obrigada, Padrinho. E obrigada à Madrinha esposa do Padrinho que tb foi uma simpatia.
Nem preciso falar o quanto amo trabalhar com a cerimonialista maravilhoso Débora Rodrigues (fica a dica) e o marido dela, o Kikinho que tá sempre por perto. Bom demais. Ela, gravidéeeeerrima, estava no último casório antes de nascer o filinho tão esperado que nasceu em 28/11/2010, sagitariano e que vai dar é trabalho para as meninas quando crescer.


















E a tao esperada performance do Padrinho Rodrigo.

bj e boa noite
25/11/2010 18:24
Esse artigo foi escrito pelo maridão no blog dele e está sendo replicado aqui para as noivinhas e amigos.
Esse é o quarto artigo sobre nossa mudança para a Argentina, que está sendo contada em 5 artigos, um por dia da semana, até a sexta-feira. Os artigos são:
Tive a ideia de mudar para a Argentina no ano passado, no segundo semestre, poucos meses depois de uma visita a Buenos Aires. Fiquei matutando sobre isso por algum tempo, apresentei para a Pati e ela achou meio "maluco" à princípio, mas concordou.
Nós tínhamos uma viagem de férias programada para alguns meses depois, na qual ficaríamos dois meses nos EUA. Essa viagem ocorreu durante fevereiro e março deste ano (2010). Combinamos que não iríamos tomar nenhuma decisão sobre a Argentina até voltar das férias.
A viagem para os EUA não só serviria como férias, mas também como prova de conceito. Precisávamos provar que era possível trabalhar remotamente com as demais pessoas da nossa equipe, isto é, com a Karol e o Leandro.
A preparação para essa viagem foi bem exaustiva. Muita coisa precisou ser feita para garantir que tudo daria certo. Desde a organização das contas a pagar, já que as mesmas deveríam continuar a ser pagas pontualmente nos dois meses em que estivéssemos fora, até sistemas de backup para a internet, adoção de softwares que nos ajudassem a trabalhar com arquivos remotos e mais um monte de coisas.
Felizmente, deu tudo certo. A Pati continuou a cuidar dos trabalhos dela durante a viagem. Isto é, continuou a tratar fotos, revisar álbuns, se comunicar com noivos e noivas etc. Tudo sem nenhum atropelo. Eu idem, continuei atento ao Be on the Net e prestando assistência ao Leandro sempre que necessário.
Depois de fazer isso por dois meses, o que era uma hipótese transformou-se em certeza. Sim, era possível trabalhar remotamente, sem problemas.
Os dois meses nos EUA também nos fizeram perceber algo que não esperávamos. Nós tínhamos cada um o seu próprio notebook, iPhone, acesso à internet, algumas roupas e, em várias cidades, um carro alugado (GPS no iPhone com software iGo). Isso se mostrou suficiente para tocar a vida, trabalhar e conduzir um dia-a-dia para lá de normal. Não sentíamos falta de nada do que tínhamos a mais no Brasil. "Só" sentimos saudade das pessoas.
Descobrimos que dá para viver e trabalhar com muito pouco. Naquele momento, isso foi só uma constatação. Mas, depois, influenciaria de forma decisiva a nossa estratégia de mudança.
Com base na experiência que tivemos nos EUA e já com a certeza de que conseguiríamos trabalhar remotamente, voltamos ao Brasil decididos a fazer a mudança para a Argentina em 2011. Mas, como apreciamos muito o trabalho da Karol e do Leandro, decidimos averiguar se eles não teríam interesse de ir para a Argentina também.
Nós discutimos o assunto com os dois e os convidamos para passar uma semana conosco na Argentina, no meio do ano (de 2010). A Karol até já tinha estado lá. Mas, o Leandro e a esposa não. A viagem serviria para todos nós conhecermos um pouco mais Buenos Aires, procurar apartamentos, ter uma melhor noção de que bairros seriam interessantes de morar, pesquisar preços dos serviços básicos etc.
Decisão final? Karol vai para a Argentina também, enquanto Leandro e esposa ficam no Brasil. E eu voltaria à Buenos Aires em agosto ou setembro para tentar alugar um apartamento.
De volta ao Brasil, comecei a pesquisar os custos para levar todas as nossas coisas de Niterói para Buenos Aires. Pelo que pude constatar, a melhor opção era a marítima, usando container. Depois de algumas pesquisas em diversas empresas, cheguei a um custo médio de seis mil dólares para levar tudo, em um processo que levaria uns dois meses. Portanto, bastante grana e um belo tempo.
Começamos a pensar melhor sobre o assunto e avaliar outras opções. Por fim, decidimos vender tudo o que temos e deixar para comprar em Buenos Aires apenas o que se revelasse necessário.
Essa decisão foi justamente um fruto da percepção que tivemos, viajando pelos EUA, de que não precisávamos de muito para tocar a vida. Portanto, levar tudo o que temos nesse apartamento enorme, de quatro quartos, para um apartamento menor em Buenos Aires provavelmente não faria muito sentido.
Da mesma forma que percebemos que não era preciso levar tudo, também nos demos conta de que não era necessário eu voltar em Buenos Aires em agosto ou setembro para tentar fechar o aluguel de um apartamento. Provavelmente seria melhor mudar para lá primeiro, sem nada além dos notebooks e algumas roupas e aí sim começar a proucurar para valer, já estando lá por um tempo mais longo.
Isso faz sentido porque procurar imóvel é sempre chato, tende a ser demorado e demanda muito envolvimento e um sem número de visitas. Se é assim, melhor fazer isso já estando lá, com dedicação ao assunto. E, enquanto não tivermos uma casa definitiva, podemos ir morando em um hotel ou apartamento temporário, que é algo relativamente fácil de encontrar por lá.
Com todas essas decisões tomadas, restava agora definir o momento da partida. O que eu acho legal sobre uma festa de casamento, olhando-a como um projeto, é que ela tem sempre uma data muito bem definida. E, aconteça o que acontecer, ela irá realizar-se naquela data. Então, tudo é feito em torno dessa data e, no fim, as coisas acabam funcionando, por bem ou por mal. Isso é uma diferença e tanta para projetos de software, onde as datas de entrega são tão incertas, quanto os números da loteria.
Para ter certeza de que nossa mudança aconteceria, meu primeiro passo foi acertar uma data e comprar as passagens. A data é 29 de dezembro de 2010. Nesse dia, aconteça o que acontecer, nós iremos embora do Brasil. E tudo terá que ser feito até lá para que isso seja viabilizado, pois o dia da passagem define claramente o fim do projeto e, naturalmente, o início de um novo projeto de vida.
Nos últimos meses fomos resolvendo algumas pequenas questões burocráticas a cada semana. Questões como documentações que precisavam ser atualizados, contas em banco que precisavam ser abertas ou ajustadas de alguma forma e outros pequenos detalhes. Tudo isso vem sendo resolvido, um a um, para que esteja tudo em ordem no dia da mudança.
Uma questão interessante foi em relação ao banco. Um requisito fundamental para nós é poder usar o cartão do banco para sacar dinheiro diretamente da conta corrente de qualquer lugar do mundo. Não se trata de sacar dinheiro do cartão de crédito, mas sim da conta corrente mesmo. Exatamente como a gente faz aqui no Brasil, sem pagar juros, porque está sacando da conta e não do cartão de crédito.
Tenho conta no Banco do Brasil e uso essa possibilidade de sacar dinheiro da conta, estando no exterior, há mais de 12 anos. Mas, a Pati tem conta no Real. Então, fomos ao Real para solicitar um cartão que permitisse esse tipo de operação. Pois bem, descobrimos que ele simplesmente não existe! Ou seja, o Real não possibilita que um cliente saque dinheiro diretamente da conta quando está no exterior.
Nem preciso dizer que isso é impensável no nosso caso. Portanto, uma das tarefas administrativas que tivemos que fazer recentemente foi justamente migrar a conta da Pati do Banco Real para o Banco do Brasil para não ter mais esse problema.
Nesse projeto de mudança, um tópico passou a ser o mais "complexo" de todos: vender tudo minimizando o nosso prejuízo. Nem eu nem a Pati jamais tínhamos feito algo assim. Nenhum de nós dois sequer usou algo como o Mercado Livre nem uma única vez na vida. E agora?
O problema é ainda mais sério porque estamos nesse apartamento há apenas dois anos e pouco. Antes de vir para cá, estávamos nós quatro (eu, Pati, Karol e Leandro) e mais outras duas pessoas que trabalhavam conosco (total de seis) espremidos em um pequeno apartamento de dois quartos. Era uma verdadeira loucura.
Em certo momento, quando não dava mais, tomamos a decisão de mudar para um lugar maior, onde todos pudessem se acomodar e trabalhar com tranquilidade. Cá estamos até hoje.
Essa mudança foi excelente e nos ajudou em várias conquistas importantes. Da minha parte ajudou-me a construir o Be on the Net com tranquilidade e possibilitou consolidá-lo como um produto sólido, estável e bem administrado. Da parte da Pati, ajudou-a a receber os clientes de maneira mais confortável, bem como permitiu que suas meninas trabalhássem com tranquilidade e com a maior qualidade possível.
Nós fizemos um investimento substancial nesse espaço todo. Criamos escritórios bem funcionais, com excelentes equipamentos, assim como uma sala linda, finamente mobiliada e para lá de agradável, onde a Pati poderia receber suas noivas.
Foi um investimento alto. Mas, valeu a pena. O problema é que agora ele precisa ser desfeito e não dá para simplesmente jogar as coisas fora e desprezar o fato de que foram beeemmm caras.
Criar uma solução para esse problema consumiu alguns meses e culminou na lojinha, cuja história será o tema da última parte dessa série de posts.
Fique ligado, pois amanhã publicarei a quinta e última parte: a história da lojinha.
Você já conhece nossa lojinha? Estamos vendendo tudo o que temos! Conheça a lojinha e veja se há algo para você! E, por favor, repasse o link da lojinha para seus amigos!
24/11/2010 22:30
Fotografar casamento já conhecendo a família é uma coisa boa demais. Já tinha fotografado a irmã da Mirella, a Hermínia, e agora foi a vez da Mirella.
Algumas das primeiras fotos...


























Vale ressaltar que aproveitamos que o salão de trás do Hotel Copacabana Palace, aquele em que a entrada é pela Nossa Senhora de Copacabana, estava vazio e não estava ocorrendo festa pra fazer as fotos da Mirella. Os salões da frente estavam com festa e acabamos sem lugar bonito para fotografar no Hotel. Fica aí a dica pra noiva ter fotos diferentes em um cenário lindo quando houver festa nos salões da frente.
Vejam como ficou bonita a Mirella no salão de trás.
A D O R E I !!!











Um bj e até o fim do ano ainda tenho 5 casórios para fazer, cada um mais interessante que o outro e com histórias muito bonitas e emocionantes.
Peço a Deus para nunca perder a minha euforia, o meu comprometimento, a minha vontade de me superar, e o meu amor pelas minhas noivas.
Pati
24/11/2010 11:59
Esse artigo foi escrito pelo maridão no blog dele e está sendo replicado aqui para as noivinhas e amigos.
Esse é o terceiro artigo sobre nossa mudança para a Argentina, que está sendo contada em 5 artigos, um por dia da semana, até a sexta-feira. Os artigos são:
Amigos e parentes estranham por termos escolhido justamente a Argentina para morar. Todos dizem: é um país em crise e vocês ainda terão que conviver com os argentinos. :-) Pobres hermanos!
São várias razões:
Nós fomos a Buenos Aires algumas vezes nos últimos anos e o fato é que a gente adora aquela cidade. Acho que esse é o requisito mais básico para morarmos em algum lugar. Inclusive, moramos atualmente em Niterói, porque gostamos muito daqui também.
Buenos Aires é muito diferente em inúmeros aspectos. Para começar porque não tem as praias e as paisagens magníficas daqui. Mas, tem várias coisas que nos agradam muito. Então diria que essa é uma das mais importantes razões. Nós simplesmente gostamos de lá.
Em função dos tratados entre Brasil e Argentina, brasileiros têm o direito de morar e trabalhar na Argentina, assim como argentinos podem morar e trabalhar aqui. Isso não significa que não tenhamos que fazer um trâmite de imigração.
Teremos que fazer um pedido de visto de moradia, até mesmo para que tenhamos documentos básicos na Argentina, como o CUIL e o DNI (mais ou menos equivalentes a CPF e Identidade, respectivamente). O ponto importante é que nós temos o direito de fazer esse pedido. Para morar em outros países, necessitaríamos de outros tipos de requisitos, mais complicados.
Viajando pelo mundo a gente descobre que o Brasil é um país caro demais. Tudo aqui, salvo raras exceções, é muito caro. Às vezes, mesmo comparando com outros países onde a moeda é mais forte, a gente descobre que paga demais pelas coisas aqui.
As razões para isso são diversas. Desde as óbvias, como o apetite insasiável do governo por mais e mais impostos, sem a devida contrapartida, até ineficiências históricas em inúmeros setores, passando por leis que geram ainda mais custos. E, para piorar, muita coisa a gente paga duas vezes.
Muitas coisas são mais baratas na Argentina, mesmo sem levar em conta a diferença cambial. Outras têm custo mais ou menos equivalente ao do Brasil. Mas, acho que quase tudo é menor ou igual. Parece-me que são raros os casos em que algo é mais caro lá do que aqui.
Só para dar um exemplo em um setor essencial, vou citar algo que me espanta toda vez que penso a respeito.
O metrô de Buenos Aires é muito bom se comparado ao daqui. Digo isso em termos da extensão e utilidade. São seis linhas, que cobrem uma boa área da cidade. O valor do bilhete é de 1,10 Peso. Sem levar em conta a conversão para o Real, que é o assunto do próximo item, pense que é como se o bilhete custasse R$ 1,10.
No Rio de Janeiro o metrô custa R$ 2,80 e cobre uma área pequena da cidade, com suas duas linhas, o que limita bastante seu uso, perto do que poderia e deveria ser. É mais que o dobro do valor, com muito menos extensão e três vezes menos linhas! E, só para citar um detalhezinho adicional, as estações de metrô de Buenos Aires ainda contam com WIFI grátis. Chato, né? ;-)
Esse foi só um exemplo. Há vários outros em que o dia-a-dia da Argentina revela-se menos custoso que o brasileiro.
Viver em um local com custo de vida mais baixo é algo interessante para qualquer pessoa. Mas, para nós, que temos negócios, é ainda mais relevante. Se temos menos custos, podemos fazer mais investimentos em nossos negócios!
O Real é uma moeda forte atualmente, quando comparada ao Peso Argentino. Inclusive mais forte do que é o Dólar em comparação ao Real. É mais ou menos o mesmo efeito do Euro, comparado com o Real.
Para ser mais exato, R$ 1,00 equivale a 2,30 Pesos. Na verdade, isso tem variado de 2,30 a 2,39. Então, só para dar mais uma ideia, peguemos de novo o caso do bilhete de metrô em Buenos Aires. Para nós, fazendo a conversão do Peso para o Real, ele sai a R$ 0,47. Comparando R$ 2,80 (Rio de Janeiro) com R$ 0,47 (Buenos Aires), descobrimos que custa seis vezes mais caro andar no metrô do Rio (para alguém que ganhe em Real)! Ou seja, 1 passagem comprada aqui equivalem a 6 viagens no metrô de lá!
Uma pessoa aqui, que em um dia gasta duas passagens de metrô paga o equivalente a 12 passagens de metrô em Buenos Aires. Portanto, em um dia de metrô aqui, a gente paga mais do que 1 semana de metrô de lá.
O caso do metrô é um exemplo em que a disparidade é bem grande. Há outros custos onde a diferença é bem menor. Ainda assim, o caso do metrô é importante porque transporte é um setor essencial, cujo custo afeta vários outros custos da economia.
Tanto eu quanto a Pati continuaremos tendo nossos negócios no Brasil, mas iremos morar na Argentina, onde o custo de vida é mais baixo em muitos aspectos e a diferença cambial nos favorece, já que continuaremos ganhando em Reais. Ganhar em Real e gastar em Peso será, naturalmente, uma das grandes vantagens econômicas dessa mudança.
Que fique claro que temos consciência de que essa é uma situação circunstancial. Ou seja, hoje o câmbio está favorável. Isso naturalmente pode mudar com o tempo. E, se mudar, nós faremos as adaptações que forem necessárias.
Eu vivi a vida inteira no estado do Rio de Janeiro, mas sempre senti que não fui "moldado" para o calor daqui. Eu detesto calor com todas as minhas forças, exceto em uma única situação. Quando estou na praia, mais precisamente dentro d'água. :-) Fora isso, eu não suporto calor, mas sou obrigado a conviver com ele morando aqui.
Então, tem mais ou menos três meses do ano em que vivo bem aqui, porque a temperatura é aceitável. E nove meses em que eu passo o dia xingando e reclamando do calor. Acho que já deu o que tinha que dar. :-)
Buenos Aires é uma cidade muito quente no verão, mas tem uma temperatura bem mais agradável no resto do ano. Possivelmente é o inverso daqui. Três meses insuportáveis e nove meses tranquilos.
Frio não é problema para mim. Adoro! Então, o inverno de Buenos Aires, que é bem frio, não será problema. Ao contrário, será muito bem vindo. E, nos meses de verão, a solução será viajar pelo mundo e deixar a casa fechada em Buenos Aires.
Buenos Aires é bem próxima do Rio em se tratando de tempo de viagem. Se não me engano, são três horas em voo direto na ida para lá e duas horas e meia na volta. É claro que o maior tempo não é o voo em si. Tem todo o tempo de check in, pegar bagagens, imigração etc. Ainda assim, é uma viagem relativamente curta. Além disso, os voos estão bem baratos para lá.
Isso permite que a gente venha ao Brasil com mais frequência do que as pessoas talvez estejam imaginando. A partir de abril do ano que vem, provavelmente viremos ao Rio duas vezes por mês, porque a Pati vai continuar a fotografar casamentos no Rio de Janeiro. Porém, ao invés de fazer isso todo final de semana, fará isso apenas um fim-de-semana a cada quinze dias.
Essa proximidade é justamente o que viabilizará esse arranjo de trabalho. O meu trabalho eu consigo fazer onde estiver, desde que esteja com o notebook na minha frente e conectado à internet. Mas, o da Pati ainda é importante que seja feito no Rio e assim continuará a ser durante todo o ano que vem.
É claro que tudo isso tem que ser conduzido com muito cuidado. Por exemplo, se a Pati tem um casamento marcado para o sábado, não vamos chegar aqui no sábado. Vamos vir na quarta. Haverá sempre dois ou três dias de margem de segurança. Porque, se alguma coisa der errado e não for possível pegar um vôo, a gente vem de outra forma. No pior caso, se necessário, a gente terá tempo suficiente para pegar um carro e vir de Buenos Aires até aqui de carro. Mas, a gente sempre vai chegar a tempo do casamento, porque partiremos com alguns dias de antecedência.
Leia a quarta parte: o passo-a-passo da mudança.
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23/11/2010 12:28
Esse artigo foi escrito pelo maridão no blog dele e está sendo replicado aqui para as noivinhas e amigos.
Esse é o segundo artigo sobre nossa mudança para a Argentina, que está sendo contada em 5 artigos, um por dia da semana, até a sexta-feira. Os artigos são:
Há um conjunto de razões que nos levam a "deixar" o Brasil para viver em outro país:
Há tempos que queríamos viver a experiência de morar em outro país. Nós já viajamos para muitos lugares mundo afora, mas acho que morar é bem diferente de visitar.
Quando a gente visita, a gente busca conhecer só as partes boas. Quando a gente mora, a gente tem que conviver com o pacote completo, que inclui um monte de coisas chatas, como burocracia, empresas prestadoras de serviço que atendem mal e vários incômodos semelhantes. Mas também desenvolve amizades e conhece coisas novas, muitas das quais nos surpreendem positivamente.
Nós não temos filhos e não queremos ter. Nada contra crianças. Apenas não curtimos a ideia de ter filhos. Preferímos o papel de tio e tia, ao papel de pai e mãe. Isso simplifica as coisas quando o assunto é mudar de país. Diria até que serve como um impulso adicional, já que não podemos usar a "desculpa" de ter filhos para não sair do lugar.
Acho que ter filhos tira qualquer pessoa da zona de conforto e traz transformações profundas. Para nós, mudar de país também será uma forma de passar por essas transformações, sair completamente da zona de conforto, mas de um modo diferente.
Na minha opinião, o importante de sair da zona de conforto é que a gente é forçado a desenvolver novas habilidades e novas atitudes. E isso sempre nos engrandece de alguma forma.
Seja como for, nós temos trinta e poucos anos. Faria sentido ficar na zona de conforto nessa idade?
É impossível prever a maioria das coisas que vivenciaremos na Argentina . Não somos sequer capazes de imaginá-las. Isso é ótimo!
Pode ser um pouco assustador pensar que algumas dessas experiências serão desagradáveis, mas tantas outras serão legais! Serão diferentes! Portanto, poderemos aprender com elas e descobrir coisas novas para curtir. Mas, o melhor de tudo é que nos daremos a chance de ser surpreendidos.
Nós já temos alguns amigos na Argentina, mas certamente faremos muitos outros. Alguns são de lá mesmo, enquanto outros são como nós, pessoas que vêm de outros países para viver da Argentina. Tem muita gente assim por lá.
Da última vez que estivemos em Buenos Aires, encontrei-me com gente de lá mesmo, dos EUA, da Noruega, do Uruguai, entre outras. A percepção que tive é que, ao menos a comunidade de desenvolvimento, é bem mais "misturada" lá, quando o assunto é nacionalidade.
Adoro estudar idiomas. Por isso mesmo estudei quatro idiomas estrangeiros ao longo da minha vida: inglês, espanhol, francês e italiano. Eles sempre me foram úteis em viagens ao exterior. Mas, acho que há uma enorme diferença quando se vive em outro país, no que se refere ao idioma.
Se levarmos tempo suficiente lá, acabaremos dominando muito bem o espanhol. Quando a gente domina um idioma, a gente também se insere na cultura dos povos que falam aquele idioma. No caso do espanhol, isso é bacana por várias razões. A primeira delas é que se trata do idioma falado em quase todos os outros países das Américas.
Ter um maior domínio do espanhol e compreender melhor a cultura Argentina e de outros paízes de língua espanhola gera oportunidades de negócio muito interessantes para mim, já que desenvolvo produtos para a web. Poderei não só oferecê-los para o Brasil, onde domino bem o idioma, mas também para todos esses outros lugares, o que amplia bastante os mercados.
Em teoria, é perfeitamente possível criar produtos web para o mundo inteiro sem sair do Brasil. Mas, acredito que seja melhor fazer isso passando um tempo fora do Brasil. Pois isso me dará uma melhor compreensão das coisas que só fazem sentido no Brasil e das tantas outras que precisam ser adaptadas para fazer sentido fora do Brasil.
Conhecer uma nova cultura equivale a conhecer outros pontos de vista. Isso é ótimo, porque desafia nossas creenças e nos faz pensar. Permite inclusive ver com mais clareza o que há de melhor e de pior na cultura brasileira e na do outros países. Muitas vezes, são exatamente nessas diferenças que a gente encontra grandes oportunidades de crescimento.
Acho o Brasil um excelente lugar para morar e empreender. Há uma quantidade gigantesca de problemas mal resolvidos por aqui. Cada um desses problemas é uma oportunidade para criar negócios. Portanto, entender o Brasil é, por si só, um exercício bem válido.
Estranhamente, uma das melhores formas de compreender o Brasil é justamente sair dele. Porque aí a gente começa a ver as diferenças com outros países. E as principais características do nosso próprio país começam a saltar aos olhos, com clareza. Pontos fortes e fracos ficam nítidos rapidamente.
Nós não estamos abandonando o Brasil. Ele continuará sendo extrememente importante para nós. Inclusive, no início, todos os nossos negócios permanecerão sendo exclusivamente no Brasil. Mas, sair do Brasil nos ajudará a conhecer ainda melhor nosso próprio país.
Você assistiu o filme Inception? Sabe aquele conceito de que o "tempo passa mais devagar" no sonho? Então, tenho a sensação de que isso acontece mesmo quando não estamos sonhando. Ou seja, há lugares onde o tempo parece passar mais rápido do que outros.
Por exemplo, acho que o tempo em cidades menores "passa mais devagar" que em cidades maiores. Simplesmente porque o ritmo é outro.
Mesmo trabalhando em casa, o nosso ritmo aqui é muito acelerado. Tanto eu, quanto a Pati trabalhamos demais. E temos a sensação de que, fora isso, tudo é muito acelerado, meio frenético, aqui em Niterói e no Rio.
Não sei ainda qual é o ritmo de Buenos Aires, mas certamente é diferente do daqui. A própria mudança de vida nos fará mudar de ritmo e espero que seja no sentido de desacelerar um pouco. Nós dois precisamos fazer um pouco menos, priorizar melhor, até para poder criar as coisas novas que estamos matutando há tempos.
Nós deixaremos de morar no Brasil, mas nosso destino não será apenas a Argentina. Lá será apenas uma base.
Nós estamos transformando o nosso modo de trabalho e relacionamento com as pessoas que trabalham conosco, para que todos possamos ter mais mobilidade. Estamos fazendo isso porque queremos viajar mais pelo mundo a partir do ano que vem.
Não se trata de tirar férias. Mas, sim de continuar trabalhando, nas mais diferentes cidades pelas quais a gente passar.
No início do ano, ficaremos viajando e trabalhando no sul da Argentina. Em março iremos nos estabelecer de vez em Buenos Aires. Daí por diante, pegaremos alguns meses de cada ano para ficar em outras cidades do mundo. Isso tenderá a ocorrer mais nos meses de janeiro a março, quando o calor no Rio é um tanto excessivo, o que desmotiva a Pati de agendar casamentos nesses períodos. Em tempo, ela continuará a fotografar casamentos no Rio, só que em menor quantidade.
Nosso custo de vida é muito alto no Brasil. Então, deixar o apartamento fechado aqui em Niterói por três meses e ainda viajar é bem caro. Indo para Buenos Aires, poderemos diminuir significativamente esse custo, o que nos ajudará a viabilizar uma série de viagens. Mas, aí já começamos a entrar em outro assunto, que é justamente o tema do próximo artigo: por que escolhemos a Argentina?
Leia a terceira parte: por que escolhemos a Argentina?
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22/11/2010 12:17
Esse artigo foi escrito pelo maridão no blog dele e está sendo replicado aqui para as noivinhas e amigos.
Hoje começo a contar a história da nossa mudança para a Argentina, que será divídida em 5 artigos, um por dia da semana, de hoje até a sexta-feira. Os artigos são:
A pergunta que mais nos fazem é: por que vocês estão partindo? Não há um único motivo, mas sim um conjunto deles. Em todo caso, vale a pena começar respondendo outra pergunta mais básica: por que não?
Porque a vida já está toda estabelecida aqui. Parece meio louco mudar de país, quando já temos trabalho, casa, família, amigos, clientes e, para ser sincero, um tremendo conforto e bem estar.
Há anos que vivemos uma vida que quase todos consideram perto do ideal. Tanto eu quanto a Pati temos nossos próprios negócios. Ambos são bem sucedidos, sólidos e lucrativos. Contamos com clientes maravilhosos, com os quais temos um ótimo relacionamento.
Por termos nossos próprios negócios, não temos "chefes". Ao menos não do tipo tradicional. Temos sim, inúmeros "chefes" na forma de clientes. Mas, não temos aquele chefe tradicional que as pessoas tanto temem.
Nossos negócios são operados de casa. Portanto, não temos nem que sair daqui para trabalhar. Não sabemos mais o que é enfrentar o trânsito caótico de Niterói e do Rio de Janeiro no dia-a-dia.
Nós amamos nossos respectivos trabalhos. Usando uma métrica que me foi apresentada por um amigo, mesmo que ganhássemos na loteria, continuaríamos trabalhando e fazendo o que fazemos. Porque é o que mais nos dá satisfação.
Nós vivemos em um apartamento lindo, enorme, em um bairro que não só é agradável, como também é prático. Podemos fazer qualquer coisa andando no máximo quinze minutos. Tem absolutamente de tudo aqui.
Nós temos uma cozinheira que é uma dádiva. Cuida de tudo, faz as compras, decide o que vai ser servido diariamente, faz a comida maravilhosamente bem, arruma tudo, enfim, é uma mãezona que deixa nossa vida muito bem encaminhada.
Nós temos duas pessoas fantásticas que trabalham aqui em casa conosco. A Karol, que ajuda a Pati. E o Leandro, que me ajuda. Não só adoramos o trabalho deles, como também curtimos muito a companhia deles.
Nós temos uma rede de amigos sensacional, que representa, na verdade, a parte mais difícil de deixar o Brasil.
Essa vida maravilhosa que levamos hoje foi conquistada durante anos, com muito trabalho e dedicação. Nada do que temos nos foi presenteado. Nós sabemos quanto custou para alcançar cada etapa desse caminho. Portanto, temos profunda consciência do que estamos "abrindo mão de ter".
Tudo isso junto dá um tremendo frio na barriga!
O medo da mudança é uma das características mais presentes na mairia das pessoas. A ideia é que, seja lá o que temos, pode ser que percamos ao fazer uma mudança.
Por menos interessante e mais atormentada que seja a vida de alguém, a ideia de mudar de país tipicamente é aterrorizante. É um passo difícil de dar. No nosso caso, considerando-se tudo o que conquistamos até aqui, tende a ser ainda mais complicado. O que me faz compreender perfeitamente a incredulidade de muitos amigos e a genuína apreensão de tantos outros.
Para lidar com o medo dessa mudança, nos fizemos a seguinte pergunta: se tudo der errado, qual a pior coisa que pode acontecer?
A resposta básica poderia ser algo do tipo: perder tudo. Portanto, ficar totalmente sem grana, sem moradia, sem trabalho, sem amigos, sem parentes, sem ajuda de qualquer tipo em um país estrangeiro.
Nós temos vários mecanismos de proteção, que envolvem desde o nosso bom relacionamento com clientes, até uma boa reserva financeira. Estamos indo para um país em crise, mas ainda assim, para uma cidade grande, com uma economia bastante ativa e temos muita capacidade de realização. Em princípio, nos parece baixa a chance de passarmos pelo pior.
Eu não acredito em segurança absoluta. Tampouco acho que segurança seja apenas uma questão de ter dinheiro e bens acumulados. Sobretudo não consigo relacionar segurança com ter um emprego "com estabilidade", por exemplo.
Acho que a nossa "segurança" está em nossa capacidade de realização. Nós conseguimos construir um monte de coisas legais, mas quando começamos, tínhamos menos conhecimento, menos relacionamentos, menos noção de mercado do que temos atualmente. Hoje, se tivéssemos que começar de novo, provavelmente conquistaríamos tudo o que já temos novamente em menos tempo.
Então, acho que é isso. Se conseguimos contruir uma vez, podemos construir de novo e melhor se for necessário.
Leia a segunda parte: Por que sair do Brasil?
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19/11/2010 20:51
Puxa, tô devendo esse casório por aqui há algum tempinho.
Ele tá começando a sair do forno. E gostei tanto.
A Bia Fajardo é uma decoradora/cerimonialista que conheci em 2007, no meu início da carreira fotográfica.
Sempre fazendo festas lindas e bem decoradas.
Fez casamentos de algumas de noivas tão amadas, como a Paula Vita, a Anelise Portugal, a Rachel. Noivas que ficaram na minha memória e no meu coração.

Algumas das primeiras fotos da Bia...
























um bj
13/11/2010 00:24
Em meados de outubro, tive o prazer de fotografar o casório da Paula e do Bernardo.
Um casório cheio de detalhes, uma decoração maravilhosa da Tissi Valente num lugar maravilhoso que é o Copacabana Palace, 3 fotógrafos sincronizados para não perder nenhum registro. E, no fim, muita foto pra tratar.
Um pouco das primeiras fotos abaixo:





















Um pouco da decoração...


















um bj
04/11/2010 13:16
Hum, consegui descobrir um lugar que até então nunca tinha usado para as fotos posadas da noiva no Copacabana Palace. Adorei. E a Danika foi tudo.































Um bj
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