Paro, hj aqui em Buenos Aires pra pensar nessa redução básica do ritmo de trabalho e me pego, ainda, trabalhando muito. :)))
Ontem, li no blog de um super fotógrafo Daniel Nobre de Fortaleza, Ceará, onde ele comenta que estava indo para o Canadá viver e, talvez, voltar a exercer a profissão de arquiteto e priorizar a família. E, no momento, ele pensava mesmo em dar um tempo com a fotografia de casamento, deixando uma equipe de bons profissionais para continuar o lindo trabalho que desenvolveu até então.
Em determinados momentos, já me peguei querendo largar tudo também. Pq a fotografia social é tão viciante e apaixonante que, em muitos momentos, ela foi a coisa mais importante da minha vida. E, se a gente não toma cuidado, os compromissos tomam conta da gente e nos escravizam por meses a fio.
É difícil dizer "não" a uma noiva que te escreve um email lindo ou te fala palavras doces. E, claro, à tentação de dar aquela aumentada na renda mensal. "Ah, um evento a mais ou um a menos, a gente consegue". E, pensando assim, a gente chega num momento de loucura em que muitos colegas vivem hj e outros já superaram. :)))
Mas pensar naquela loucura do ano passado com pelo menos um casamento por fim de semana, me dá um certo alívio por não ter continuado assim esse ano. E uma saudadezinha da pauleira tb. Confesso.
Mas esse overflow de trabalho impede que momentos criativos e inovadores sejam vividos. Por exemplo, quem vai pensar em inovar nos mostruários tendo milhares de fotos para tratar? ou implementar aquela idéia revolucionária tendo noivas cobrando os álbuns que não chegam? ou até mesmo contemplar o nada por horas e ter um insight que só vem mesmo em momento de muita tranquilidade?
Até o ano passado, foram semanas sem descanso. Qdo acabava o sábado, a sensação do dever cumprido e o relaxamento só acontecia no domingo, pq segunda, já estava na sintonia do(s) casamento(s) da semana.
E assim o ano começava e terminava. E vão-se os anos.
Tentei programar um esquema mais tranquilo esse ano com pelo menos um fim de semana livre entre um casamento e outro. Por um lado descanso, por outro posso aproveitar para viajar e curtir minha família e amigos não profissionais de eventos.
Bem, agora estamos produzindo freneticamente os álbuns e ainda tem muita foto pra tratar. Os álbuns ainda não estão saindo na velocidade que eu quero, mas em breve isso vai acontecer. Vejo a luz no fim do túnel já pertinho.
E, quando vou fotografar um casamento, vou de corpo e alma. Me entrego com a paixão que tenho pelo tema. E, se a festa for até o sol raiar, eu fico tb sem a preocupação de ter outro casamento no dia seguinte ou ter tido algum no dia anterior. No meu caso, fazer menos é fazer melhor.
E, pra fechar a sexta e descontrair, mais um videozinho.
Um dia espero estar muito habilidosa nessa arte de falar diante de uma câmera sem edição.
A gente filmou dentro de uma cafeteria chamada Malvón, dica da Querida Mariana do Hotel Querido.
Acho que estou começando a ficar menos tímida. Mas ainda é tão difícil ficar assim tão à mostra em vídeos. Mas é pra um bem maior. risossss


Comentários
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Super linda falando no vídeo ;) Você sabe que eu estou nessa fase do ritmo frenético e vejo o quanto é difícil fazer diferente, porque a relação com noivas e muito emocional e nada racional. Claro que eu estou na fase de investir mesmo, mas percebo desde já que a excelência do trabalho está muito ligada ao tempo com qualidade que você oferece a um casal. Desde já estabeleci apenas um casamento por final de semana e ainda assim o trabalho é grande. Enfim, seu relato com certeza é o de muitos de nós e é bom ver que não estamos sozinhos nessa. Um grande beijo com minha sincera admiração, Shirley
shirley yanez disse 1 dia depois
linda! linda! linda! linda! bjs, Nanda
nanda gomes disse 10 dias depois